quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Financiamentos de veículos no Brasil cai 29,8% em outubro, diz Cetip

Resultado de imagem para Financiamentos de veículos no Brasil cai 29,8% em outubro, diz Cetip
Os financiamentos de veículos no Brasil somaram 406.594 unidades em outubro, segundo pesquisa da Cetip, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG). O volume representa queda de 29,8% em relação a outubro de 2014. Já considerando o acumulado do ano, as vendas financiadas de veículos atingiram 4.441.283 unidades, recuo de 15,1% na comparação com o ano passado. Os números levam em consideração automóveis de passeio, comerciais leves, motos e pesados.

Em outubro, foram financiados 229.163 unidades usadas, queda de 23% ante o mesmo período de 2014. Já as vendas a crédito de novos veículos somaram 177.431 unidades, queda de 37% na mesma base de comparação. Os financiamentos de automóveis leves novos somaram 108.651 unidades em outubro, baixa de 39,9% em relação ao mesmo período de 2014. Já os usados totalizaram 210.088 unidades, queda de 22,8% na mesma base de comparação. No acumulado do ano, os carros novos totalizaram 1.209.963 unidades, recuo de 26,3%, enquanto os usados atingiram 2.265.455 unidades, volume 6,7% inferior.
No caso das motos, em outubro ante o mesmo mês do ano passado houve queda de 25,6%, para 69.277 unidades. E nos veículos pesados os financiamentos recuaram 43,8%, para 17.244 unidades.
Dentre as modalidades de financiamento de veículos, considerando autos leves, motos e pesados, o consórcio apresentou a menor queda no acumulado do ano. Os dados consideram as aquisições de veículos por cotas contempladas, mas não quitadas de consórcio. Foram vendidas 711,5 mil unidades, queda de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
O consórcio representou 16,4% dos financiamentos em outubro, contra 80,3% do crédito direto ao consumidor (CDC), 1,5% do leasing e 1,7% de outras modalidades. Em relação ao prazo médio de financiamento, no caso dos carros novos esse período ficou em 37 meses, de 37,8 em igual intervalo do ano passado. O prazo médio para os carros em geral, com todas as categorias de tempo de uso, ficou estável em 40,4 meses.

TSE encurta tempo de campanha em 2016

tse
O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, na noite dessa terça-feira (10/11), o Calendário Eleitoral das Eleições Municipais de 2016. 

A eleição ocorrerá no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, nos casos de segundo turno. O segundo turno é realizado nas cidades com mais de 200 mil eleitores. No Ceará, nesse perfil, estão enquadradas apenas Fortaleza e Caucaia.


O calendário contém as datas do processo eleitoral a serem respeitadas por partidos políticos, candidatos, eleitores e pela própria Justiça Eleitoral. Os eleitores vão eleger em 2016 os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros.
Ao apresentar relatório e voto sobre a resolução do calendário, o ministro Gilmar Mendes informou que, em 19 de março de 2015, oficiou a todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para que enviassem ideias e sugestões a serem apreciadas na oportunidade da elaboração das instruções sobre as regras das eleições do ano que vem.
O ministro acrescentou que a minuta de resolução encaminhada aos gabinetes dos demais ministros considerou as sugestões das Cortes Regionais e dos grupos de trabalho e unidades técnicas do TSE. Ele agradeceu a valorosa contribuição do ministro Henrique Neves que, juntamente com as áreas técnicas, assessorias do Tribunal e equipe do gabinete do relator, “realizou em exíguo prazo estudos visando ao aperfeiçoamento do texto da minuta de resolução do calendário eleitoral”. O ministro salientou, ainda, a participação dos TREs com as suas propostas.
Gilmar Mendes ressaltou que, diferente de outras eleições, em que a minuta do calendário eleitoral foi aprovada no primeiro semestre do ano que antecede o pleito, esta foi submetida à apreciação do Plenário apenas agora em razão da perspectiva de reforma política pelo Congresso Nacional, que culminou com a sanção da Lei nº 13.165, de 29 de setembro de 2015.
“A expectativa de alteração de várias datas relevantes do processo eleitoral foi confirmada, como se sabe. O texto ora proposto contempla as alterações promovidas pela referida Lei na legislação eleitoral, a qual reduziu substancialmente o tempo de duração do processo eleitoral ao modificar o período das convenções partidárias, a data limite para o registro dos candidatos, o período para a realização das propagandas eleitorais, dentre outros marcos”, acrescentou o relator.
O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, disse que, realmente, a reforma eleitoral promovida neste ano “alterou de maneira significativa e profunda o calendário das eleições, inclusive com a redução do tempo de campanha”.
Dentre as principais mudanças no Calendário, estão:
Filiação partidária
Quem quiser concorrer no próximo ano, deve se filiar a um partido político até o dia 2 de abril de 2016, ou seja, seis meses antes da data das eleições. Pela regra anterior, para disputar uma eleição, o cidadão precisava estar filiado a um partido político um ano antes do pleito.
Convenções partidárias
As convenções para a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações devem ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto de 2016. O prazo antigo estipulava que as convenções partidárias deveriam acontecer de 10 a 30 de junho do ano da eleição.
Registro de candidatos
Os pedidos de registro de candidatos devem ser apresentados pelos partidos políticos e coligações ao respectivo cartório eleitoral até as 19h do dia 15 de agosto de 2016. Pela regra passada, esse prazo terminava às 19h do dia 5 de julho.
Propaganda eleitoral
A resolução do calendário das eleições de 2016 incorpora, ainda, outras alterações produzidas pela reforma eleitoral, como a redução da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, tendo início em 26 de agosto, em primeiro turno. Com informação da redação do cearaagora.com.br e da assessoria de imprensa do TSE.

De olho em 2018, Ciro inicia série de viagens pelo Brasil

Ao mesmo tempo, o senador Cristovam Buarque se coloca como um obstáculo para a nova empreitada do ex-governador do Ceará. Ele anunciou que quer disputar com Ciro o posto de candidato do PDT à sucessão de Dilma

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) inicia no próximo sábado, 14, uma série de viagens pelo Brasil, no que pode ser considerado o primeiro passo rumo à disputa presidencial de 2018. Quem confirma o movimento é o presidente nacional do novo partido de Ciro, Carlos Lupi.
Ao mesmo tempo, o senador Cristovam Buarque promete disputar com o ex-ministro o posto de candidato do PDT à sucessão de Dilma Rousseff. Cristovam definiu sua participação nas prévias no último fim de semana, após visita a cidades do interior do Rio Grande do Sul.“Fui recebido de forma tão carinhosa e especial pelas pessoas dentro do PDT que senti que tenho justificativa para colocar meu nome”, afirmou.
A pré-candidatura de Ciro, por outro lado, já estava encaminhada desde que ele entrou para o partido, em setembro deste ano. O objetivo inicial, segundo Lupi, é apresentar o nome do ex-governador do Ceará a correligionários espalhados pelo País.
O que pareceria um caminho fácil para Ciro rumo à corrida presidencial, agora encontra, ao menos, um obstáculo. Além de concorrente, Cristovam foi um dos veteranos que mais resistiram à incorporação dos Ferreira Gomes ao PDT. Para ele, a filiação do grupo é uma prova de “submissão” de Carlos Lupi ao ex-presidente Lula.
Por meio da assessoria, Ciro nega pretensões a disputar cargo eletivo. Ele afirma que está focado nos trabalhos da Ferrovia Transnordestina, projeto do qual é diretor na Companhia Siderúrgica Nacional desde fevereiro deste ano.
Embate
O presidente nacional da sigla, no entanto, trata como certa a pré-candidatura de Ciro. Mesmo assim, destaca que qualquer filiado ao PDT tem amplo direito a propor candidatura. “Ciro tem ampla maioria no partido, mas é um direito do Cristovam”, pontuou Lupi, frisando que o senador já foi candidato pelo partido e tem preparo. “Vai dar uma sacudida no partido”, disse.

Cristovam conta que pretende continuar com suas viagens pelo Brasil, já inciadas neste ano, para conquistar os correligionários. A agenda para o Nordeste será fechada somente em 2016. 
Saiba mais
Os dois pré-candidatos do PDT à Presidência em 2018, Ciro Gomes e Cristovam Buarque, já participaram de disputa pelo Executivo Federal no passado. Nenhum dos dele, contudo, chegou ao 2º turno. Eles também foram ministros em gestões do petista Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Cristovam esteve à frente do Ministério da Educação (MEC) e Ciro chefiou o Ministério da Integração.
Uma das grandes diferenças políticas entre eles é como enxergam o PT. Ciro manteve o apoio à presidente Dilma Rousseff (PT). Cristovam, em contraste, afastou-se do PT desde que foi demitido do MEC. Ele é uma das vozes que defende que o PDT deixe a base do Governo. Ambos representam uma parcela diferente do partido.
Lupi diz que o primeiro evento de Ciro na campanha interna está marcado para o sábado, 14, na cidade de Campinas, em São Paulo. Segundo a coluna Expresso, a agenda do ex-ministro está fechada até 5 de dezembro.
Questionado como lidará com o estilo explosivo dos irmãos Ferreira Gomes, Buarque evitou acirrar ânimos e disse que preferia que se perguntasse a Ciro “como é que com o espírito aguerrido dele, vai enfrentar um diplomático”, disse em entrevista ao site Congresso em Foco.

Escândalo na Petrobras: Cartilha do PT ataca investigadores de corrupção

FOTO: DIDA SAMPAIO/ ESTADÃO
Na mais forte reação do PT às denúncias de corrupção contra integrantes do partido, a direção nacional da legenda vai distribuir a partir desta quarta-feira, 11, milhares de cópias de uma cartilha na qual acusa a força-tarefa da Operação Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e setores da imprensa de agirem deliberadamente, com base em “mentiras”, para “eliminar o partido da vida política brasileira”.

Em 34 páginas, o documento “Em defesa do PT, da verdade e da democracia” relaciona as conquistas do partido nos 12 anos de poder, inclusive na área do combate à corrupção”, e descreve o que chama de campanha para criminalizar o partido, dirigentes e o seu maior expoente: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Mentem sob a proteção da toga, nos mais altos tribunais, afrontando a consciência jurídica da Nação em rede nacional de TV. Mentem sob a impunidade parlamentar, disseminando o ódio nas redes sociais. Mentem sob a proteção da autonomia funcional, forjando procedimentos investigatórios sem base alguma, apenas para produzir manchetes. Mentem sob a proteção do anomimato covarde, contrabandeando para a mídia dados parciais e manipulados por meio de vazamentos criminosos”, diz o texto.
Conforme a cartilha, “desde a campanha eleitoral de 2014 adversários escolheram as investigações da Operação Lava Jato para insistir em criminalizar o partido”. Para embasar a tese, o texto cita fatos históricos como o caso de Leme (SP), em 1986, em que um delegado acusou falsamente petistas de atirarem contra trabalhadores rurais, e o sequestro do empresário Abílio Diniz, às vésperas das eleições de 1989, quando a polícia de São Paulo obrigou os sequestradores a vestirem camisetas do partido.
“A maneira sistemática, violenta e insultuosa com que estas mentiras vêm sendo difundidas não deixa dúvidas quanto aos objetivos de seus mentores: querem eliminar Lula e o PT da cena política brasileira, temendo sofrer a quinta derrota consecutiva nas eleições de 2018”, diz o texto.
No domingo, o Jornal O Estado de São Paulo noticiou que procuradores da Lava Jato devem acionar judicialmente os partidos envolvidos no esquema de desvios da Petrobrás para cobrar o ressarcimento dos valores desviados.
Doações
Embora a cartilha tenha sido elaborada antes da decisão dos procuradores, o PT incluiu na publicação tabelas mostrando valores de doações de empresas investigadas pela Lava Jato ao PSDB. Segundo o PT, as 17 empreiteiras investigadas doaram R$ 619 milhões ao PT e à campanha da presidente Dilma Rousseff e R$ 601 milhões ao PSDB e à campanha de Aécio Neves em 2014. “Se a origem das doações é a mesma, por que criminalizar apenas as contribuições ao PT?”, questiona o documento.
Nesse ponto, a cartilha indaga por que as investigações da Lava Jato se concentram no PT. “As 17 empresas investigadas na Operação Lava Jato não têm contratos apenas com o governo federal, mas com governos estaduais e prefeituras controladas pelo PSDB e outros partidos. Por que investigar e criminalizar somente relações dessas empresas com o PT?”. A cartilha cita ainda que outros partidos “incluindo os moralistas mais hipócritas: PPS, DEM e Solidariedade” também receberam recursos dessas empresas.
O texto cita como contraponto o caso de São Paulo. “Governado há 22 anos pelos tucanos, São Paulo é o paraíso das doações empresariais. Diferentemente do que ocorre em nível nacional, em que as contribuições são equilibradas entre PT e PSDB, em São Paulo os tucanos receberam 2 vezes mais dinheiro do que os candidatos do PT nas eleições de 2010 e 2014”.
Outro alvo é Gilmar Mendes, autor de um pedido de investigação das contas da campanha de Dilma no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “São notórias as ligações de Gilmar Mendes com os tucanos, assim como é escancarado seu comportamento faccioso contra o PT, tanto no STF quanto no TSE”, diz o texto.
Narrativa
A cartilha vem sendo elaborada pela direção petista desde agosto e será distribuída tanto em formato impresso quanto digital. A ideia, já defendida várias vezes pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é criar uma narrativa própria para a situação política atual.
A ordem da direção petista é difundir o máximo possível o conteúdo do documento por meio dos canais da legenda nas redes sociais, da Agência PT de Notícias e diretórios petistas. No primeiro momento foram impressos 5 mil exemplares que têm como alvo a imprensa, diretórios e parlamentares do partido. Uma segunda edição já foi encomendada.
“É a nossa defesa que vai ser usada agora e na campanha eleitoral, um resumo dos ataques que o PT vem sofrendo desde a fundação”, disse o presidente do PT, Rui Falcão.
Segundo ele, o objetivo não é atacar os adversários mas impedir um processo de criminalização da atividade política. “Não estamos atacando o PSDB. As doações que eles receberam (de empresas investigadas pela Lava Jato) são semelhantes às nossas mas não estamos dizendo que é propina. Queremos fazer as pessoas refletirem um pouco”, disse Falcão. “Para o PT os procuradores são suspeitos para conduzir a ação porque não são imparciais nem impessoais, exigências do serviço público”.
Integrantes do Ministério Público Federal afirmam que só irão se manifestar depois de terem acesso à íntegra da cartilha. A reportagem aguarda respostas do PSDB e da assessoria do ministro Gilmar Mendes. 

Novela 'Os Dez Mandamentos' terá segunda temporada

O folhetim da Record terá continuação com 60 episódios e novas passagens bíblicas


novela ‘Os Dez Mandamentos’ é um sucesso atualmente. Por isso a Record decidiu fazer uma segunda temporada do folhetim que tem Guilherme Winter como um dos protagonistas. Segundo informações do colunista Ricardo Feltrin, a continuação está prevista para acontecer em março de 2016 e terá 60 episódios com novas passagens bíblicas.

A continuação foi decidida pela Record por faltar algumas passagens bíblicas antes da estreia de ‘A Terra Prometida’. Sendo assim a nova novela bíblica que trará Paloma Bernardi como vilã, deverá estrear somente em junho, após a segunda fase de 'Os Dez Mandamentos'.

Ainda de acordo com a publicação, o fim da primeira fase mostrará Moisés decepcionado e irado ao flagrar hebreus adorando um bezerro de ouro. A cena acontecerá após ele descer à montanha onde irá receber de Deus a tábua dos dez mandamentos.

A nova segunda temporada da novela também será escrita por Vivian de Oliveira.

13º deve injetar cerca de R$ 4,2 bi na economia cearense

Montante representa, aproximadamente 2,46% do total do Brasil, 15,46% da região Nordeste e fica em torno de 3,5% do PIB estadual

A economia cearense deverá receber, até o final de 2015, a título de 13° salário, cerca de R$ 4.270.396.233 bilhões, aproximadamente 2,46% do total do Brasil e 15,46% da região Nordeste. O montante representa em torno de 3,5% do PIB estadual.

O contingente de pessoas no estado que receberá o décimo terceiro foi estimado em 3.022.117 milhões, o correspondente a 3,588% do total que terá acesso ao benefício no Brasil. Em relação à região Nordeste, esse percentual é de 16,59%. Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 17,14%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 16,073%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 15,31% dentro da região.

Em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 52,4 (R$2.857.567.093) e os beneficiários do INSS, com 47,66% (R$ 1.412.829.140).

No país, o pagamento do 13º salário deve injetar aproximadamente R$ 173 bi na economia até dezembro de 2015. O montante representa aproximadamente 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e perto de 84,4 mi de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional, em média, de R$ 1.924.

Em comparação com 2014, quando o DIEESE estimou que cerca de R$ 158 bilhões entrariam na economia em consequência do pagamento do 13º, o valor apurado neste ano indica um crescimento da ordem de 9,9%.
O cálculo é baseado em dados da Relação Anual de Informações So
Resultado de imagem para 13ºciais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Também foram  consideradas informações da Pesquisa Nacional por  Amostra  de  Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2012, e informações do  Ministério  da Previdência e Assistência Social (MPAS) e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

Dos  cerca  de  84,4  milhões  de  brasileiros  que  devem  ser  beneficiados  pelo pagamento  do  13º  salário,  aproximadamente  33,6  milhões,  ou  38,6%  do  total,  são aposentados  ou  pensionistas  da  Previdência  Social  (INSS). Os  empregados  formais (50,8 milhões de pessoas) correspondem a 60,2% do total. Entre estes, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada somam 1,916 milhões equivalendo a 2,3% do conjunto de beneficiários do abono natalino.

Além desses, aproximadamente 979 mil pessoas (ou 1,2% do total) referem-se aos aposentados e beneficiários de pensão da União (Regime Próprio). Há ainda um conjunto de pessoas constituído por aposentados e pensionistas dos estados e municípios (regime próprio) que vai receber o 13º e que não puderam ser quantificados.

Do  montante a ser pago a título de 13º, pouco  mais de  29,7% dos R$ 173 bilhões, ou seja, perto de R$ 51,5 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas. Considerando-se apenas os beneficiários do INSS, o quantitativo chega a 32,6 milhões de pessoas e um valor de R$ 32,7 bilhões. Outros R$ 121,7 bilhões, ou 70,3% do total, irão  para  os  empregados  formalizados; incluindo os  empregados  domésticos.  Aos aposentados e pensionistas da União, caberá o equivalente a R$ 8 bilhões (4,6%), aos aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 8,6 bilhões (5,0%) eR$ 2,1 bilhões aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios.

O número de pessoas que receberá o 13º salário em 2015 é aproxi
madamente 0,3%  inferior  ao  calculado  em 2014,  em  grande  parte  pela  redução  do  estoque  de empregos no setor formal. Por outro lado, estima-se que cerca de 900  mil pessoas passarão a receber o benefício, por terem requerido aposentadoria ou pensão pelo INSS.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Por 2016, PMDB quer distância de Dilma

michel-temer
Apesar de ter sido contemplado com sete ministérios na reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff em outubro, o PMDB deflagrou nos últimos dias um movimento de descolamento da atual gestão. O partido, que tem como presidente nacional o vice-presidente Michel Temer, quer se diferenciar da petista na área econômica.

Na estratégia definida pela cúpula peemedebista, o congresso do partido, no próximo dia 17, será o primeiro grande gesto público dessa movimentação, que tem o objetivo de manter a presidente sob pressão.
O PMDB não quer entrar nas eleições municipais do ano que vem com o carimbo de aliado preferencial do PT e sócio da crise econômica e política.
Em caráter reservado, um integrante da cúpula peemedebista que integra o governo definiu dessa forma o objetivo do encontro: “Apresentaremos um programa para disputarmos as eleições de 2016 e 2018. Mas também precisamos ter um programa para o caso de termos que assumir o poder”.
Para evitar retaliações do Palácio do Planalto, representantes da ala governista do PMDB evitam tratar do assunto abertamente e dizem apenas que o congresso não terá a prerrogativa de tomar qualquer decisão sobre a manutenção ou rompimento oficial do partido com a presidente Dilma Rousseff. Essa definição, porém, acontecerá em março, na convenção nacional do partido.
Sem filtro
Os “aliados” do governo esvaziaram as prerrogativas do encontro, mas permitiram que o evento do próximo dia 17 fosse formatado para constranger o governo. Segundo um dirigente do partido que está envolvido na organização do encontro, o microfone estará aberto e todos os presentes poderão votar nas moções que serão apresentadas ao documento-base.
Sem o filtro da escolha dos participantes por meio da eleição de delegados na base, a ala dissidente está livre para mobilizar suas claques. A organização do congresso e a redação do seu texto-base, intitulado “Uma ponte para o futuro”, ficaram a cargo de um ex-ministro peemedebista que hoje é crítico à política econômica do governo: Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães. “Queremos não só unificar o partido, mas reunificar o País. O compromisso do PMDB não é com A, B ou C (partido ou governo) é com o Brasil. Para reunificar, só com um programa de intervenção na vida econômica e social”, diz ele.
Ainda segundo Moreira Franco, a crise econômica está se tornando “incontrolável” e a situação é “explosiva”. “Temos que ter a dimensão da gravidade.”
O senador Valdir Raupp (RR), vice-presidente do PMDB, diz que alguns pontos divergentes do documento, classificado por ele como “duro” contra o governo, precisam ser reajustados, e que os dissidentes “ainda” não são maioria.
Por outro lado, ele sinaliza claramente o desejo de evitar os efeitos colaterais de ser aliado preferencial de Dilma. “Um partido que sempre defendeu as causas populares não pode enveredar para a direita.” Ainda segundo o senador, o PMDB também está em busca de retomar suas “origens”. “Está na hora de voltar às origens das grandes lutas. Um partido com a idade do PMDB, 50 anos, precisa começar a discutir uma candidatura própria à Presidência em 2018. Esse sentimento é unânime”, afirma Raupp.
O senador Romero Jucá (RR) diz que o encontro vai definir um “roteiro” para o Congresso decisivo do partido em 2016. “Após o encontro de novembro, o documento será debatido nos Estados e municípios até o congresso, que pode ser antecipado para antes de março.” Ainda segundo Jucá, o documento será uma posição “clara” sobre economia e questões sociais. O congresso do PMDB também discutirá mudanças no estatuto do partido e as estratégias para as eleições 2016. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.